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Washington pressiona aliados e China a se juntarem à guerra económica contra o Irão
Os EUA anunciaram uma guerra económica "sem precedentes" contra o Irão e estão a pressionar os aliados e a China a juntarem-se a esta campanha, com o objetivo de "derrubar o regime" iraniano.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse esta quinta-feira que a “guerra económica sem precedentes” contra o Irão, anunciada pelo presidente dos EUA, vai “derrubar” o regime iraniano.
"É um golpe duplo. Temos o bloqueio [ao Irão] e vamos impor as sanções mais duras da história", disse Bessent à CNBC. "Isso vai funcionar no Irão e vamos derrubar esse regime", acrescentou, afirmando que vai ser “a maior operação coordenada de isolamento económico do mundo”.
O secretário do Tesouro acredita que, com o plano da Administração para destruir a economia iraniana, não serão necessárias novas operações miliares contra a república islâmica.
Bessent também deixou um aviso aos aliados, afirmando que é do interesse deles apoiar a pressão económica que Washington está a exercer contra Teerão.
"Vamos encontrar-nos com os nossos aliados e dizer-lhes: ou estão connosco ou contra nós", disse. “Se insistirem em fazer negócios com o Irão, seja a transferir dinheiro, comprar petróleo ou a realizar transferências marítimas, o Tesouro dos EUA e o governo dos EUA usarão toda a sua força e poder para os punir”, advertiu.
"Pressão económica significa que vamos exigir que todos eles implementem o esforço de isolamento económico mais forte da história", acrescentou Bessent.
O secretário do Tesouro deixou também um alerta à China, afirmando que espera que “se alinhe” com os EUA se quiser “ver o Estreito de Ormuz reaberto e os preços da energia a cair”.
"Estamos confiantes de que todos querem a reabertura do Estreito de Ormuz e a redução dos preços da energia", disse Bessent. "Lembrem-se de que os chineses obtêm 50% da sua energia do Golfo. Portanto, seria muito vantajoso para eles aderirem ao programa", avisou. O secretário de Estado do Tesouro disse que vai realizar uma conferência de imprensa na próxima segunda-feira para discutir os detalhes desta operação.
As declarações de Bessent surgiram horas depois de o presidente Donald Trump ter anunciado na Truth Social um “Dia D Económico” e “a operação económica mais devastadora alguma vez empreendida contra qualquer país”.
Trump também alertou que “QUALQUER país que permita que as suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais ofereçam qualquer tipo de ajuda ao Irão enfrentará repercussões económicas TERRÍVEIS".
Teerão acusa Washington de "terrorismo económico"
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão declarou, esta quinta-feira, que as sanções e a "guerra económica" anunciadas por Donald Trump contra o Irão constituem um caso de "terrorismo económico" e "crimes contra a humanidade".
"Não há dúvida de que as sanções económicas dos EUA contra o Irão, que infringem os direitos fundamentais de todo cidadão iraniano, constituem um caso de 'terrorismo económico' e 'crimes contra a humanidade'", declarou o Ministério, segundo a agência de notícias iraniana IRNA.
"Os responsáveis por essas sanções e por instigá-las merecem ser julgados e punidos por cometerem crimes tão hediondos”, acrescenta.
Em comunicado, o Ministério afirmou que o anúncio de Trump da guerra "coincidiu com o aniversário do vergonhoso golpe de 19 de agosto de 1953", que depôs o primeiro-ministro democraticamente eleito no Irão, Mohammad Mosaddegh.
“Esta ação não é apenas mais um sinal da continuidade de 73 anos de animosidade e hostilidade dos políticos americanos em relação ao povo iraniano, mas também comprova a natureza desumana, ilegal e arrogante da classe dominante dos EUA”, afirmou.
Teerão afirma que as novas sanções dos EUA “representam uma continuação de uma política que já foi tentada e fracassou”.
"O chamado 'Dia D económico' visa desviar a atenção da crise que os Estados Unidos enfrentam", disse Araghchi.
c/agências
"É um golpe duplo. Temos o bloqueio [ao Irão] e vamos impor as sanções mais duras da história", disse Bessent à CNBC. "Isso vai funcionar no Irão e vamos derrubar esse regime", acrescentou, afirmando que vai ser “a maior operação coordenada de isolamento económico do mundo”.
O secretário do Tesouro acredita que, com o plano da Administração para destruir a economia iraniana, não serão necessárias novas operações miliares contra a república islâmica.
“Se estivermos a exercer a máxima pressão económica, isso significa que provavelmente não haverá uma retoma cinética em larga escala”, disse Bessent em entrevista à televisão norte-americana.
Telejornal | 20 de agosto de 2026
Aviso aos aliados e à ChinaBessent também deixou um aviso aos aliados, afirmando que é do interesse deles apoiar a pressão económica que Washington está a exercer contra Teerão.
"Vamos encontrar-nos com os nossos aliados e dizer-lhes: ou estão connosco ou contra nós", disse. “Se insistirem em fazer negócios com o Irão, seja a transferir dinheiro, comprar petróleo ou a realizar transferências marítimas, o Tesouro dos EUA e o governo dos EUA usarão toda a sua força e poder para os punir”, advertiu.
"Pressão económica significa que vamos exigir que todos eles implementem o esforço de isolamento económico mais forte da história", acrescentou Bessent.
O secretário do Tesouro deixou também um alerta à China, afirmando que espera que “se alinhe” com os EUA se quiser “ver o Estreito de Ormuz reaberto e os preços da energia a cair”.
"Estamos confiantes de que todos querem a reabertura do Estreito de Ormuz e a redução dos preços da energia", disse Bessent. "Lembrem-se de que os chineses obtêm 50% da sua energia do Golfo. Portanto, seria muito vantajoso para eles aderirem ao programa", avisou. O secretário de Estado do Tesouro disse que vai realizar uma conferência de imprensa na próxima segunda-feira para discutir os detalhes desta operação.
As declarações de Bessent surgiram horas depois de o presidente Donald Trump ter anunciado na Truth Social um “Dia D Económico” e “a operação económica mais devastadora alguma vez empreendida contra qualquer país”.
Trump também alertou que “QUALQUER país que permita que as suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais ofereçam qualquer tipo de ajuda ao Irão enfrentará repercussões económicas TERRÍVEIS".
Teerão acusa Washington de "terrorismo económico"
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão declarou, esta quinta-feira, que as sanções e a "guerra económica" anunciadas por Donald Trump contra o Irão constituem um caso de "terrorismo económico" e "crimes contra a humanidade".
"Não há dúvida de que as sanções económicas dos EUA contra o Irão, que infringem os direitos fundamentais de todo cidadão iraniano, constituem um caso de 'terrorismo económico' e 'crimes contra a humanidade'", declarou o Ministério, segundo a agência de notícias iraniana IRNA.
"Os responsáveis por essas sanções e por instigá-las merecem ser julgados e punidos por cometerem crimes tão hediondos”, acrescenta.
Em comunicado, o Ministério afirmou que o anúncio de Trump da guerra "coincidiu com o aniversário do vergonhoso golpe de 19 de agosto de 1953", que depôs o primeiro-ministro democraticamente eleito no Irão, Mohammad Mosaddegh.
“Esta ação não é apenas mais um sinal da continuidade de 73 anos de animosidade e hostilidade dos políticos americanos em relação ao povo iraniano, mas também comprova a natureza desumana, ilegal e arrogante da classe dominante dos EUA”, afirmou.
Teerão afirma que as novas sanções dos EUA “representam uma continuação de uma política que já foi tentada e fracassou”.
"O chamado 'Dia D económico' visa desviar a atenção da crise que os Estados Unidos enfrentam", disse Araghchi.
c/agências